13/9/2007 - Curiosidades Históricas
1- O primeiro "carro de praça", táxi de hoje, surgiu no Rio de Janeiro e era guiado pelo Sr. Felisberto Caldeira, ex-cocheiro de Campos Sales e Rodrigues Alves, que tornou-se assim o primeiro "Chauffer de praça" do Brasil.
2 - Este foi o texto da lei que pela primeira vez no Brasil, estabelecia limites de velocidade:
"Nos lugares estreitos, ou onde haja acumulação de pessoas, a velocidade será a do homem a passo. Em caso algum poderá a velocidade ir alem de 30 km por hora."
3 - Um acompanhante assíduo de José do Patrocínio, nos seus passeios pelas ruas e estradas do Rio de Janeiro, era nada mais nada menos que Olavo Bilac. Certo dia tendo resolvido aprender "a difícil arte de dirigir" insistiu para que José do Patrocínio o ensinasse. Numa das lições Olavo Bilac levou o carro de encontro a uma árvore na estrada da Tijuca. Patrocínio ficou desconsolado, mas Bilac, ao contrário, gabava-se de ter sido o precursor no Brasil, dos acidentes automobilísticos.
4 - Em 1893, todas as lojas do elegante e sofisticado comercio da Rua Direita, em São Paulo, interromperam suas atividades. Uma verdadeira multidão se comprimia para ver de perto, a passagem de um carro aberto, com quatro rodas de borracha. Era um automóvel a vapor com fornalha, caldeira e chaminé, levando 2 passageiros. Seu orgulhoso "chauffer": Henrique Santos Dumont, irmão daquele que seria mais tarde "O Pai da Aviação". Seu veiculo: um "DAIMLER" inglês de patente alemã que ficaria mais tarde famoso com a marca Mercedes Benz.
5 - Em 1917 desta vez no Rio de Janeiro, o povo carioca assistia boquiaberto, a passagem do primeiro automóvel pela cidade. Era José do Patrocínio o famoso "Tigre da Abolição" que saia pelas ruas dirigindo seu veiculo a vapor importado da Franca.
6 - O primeiro carro de motor a explosão a circular no Brasil, foi um "DECAUVILLE" 6 cilindros, local: Petrópolis. Seu proprietário: Fernando Guerra Duval, isso aconteceu em 1900.
7 - O Gordini, lançado sob licença no Brasil pela Willys em 1962, era idêntico ao renault Dauphine, mas tinha novo motor, nova caixa de mudanças com 4 marchas e o nome que homenageava seu criador: Amedée Gordini. A Willys mantinha uma equipe de pilotos profissionais e o Gordini era muito usado em provas de competição, acumulando seguidas vitórias.
8 - JK 2000 começou a ser produzido junto com a inauguração de Brasília. A sigla JK era uma homenagem ao presidente da Republica Juscelino Kubistchek, um patrocinador da industria automobilística. Avançado para sua época, apresentava motor de duplo comando de válvulas e cambio de cinco marchas já em 1960.
9 - O Willys Interlagos teve 822 unidades produzidas de 1961 a 1966. Versão produzida sob licença do esportivo Alpine A110 francês, tinha motor de 4 cilindros e 845 cm3. Fez sucesso nas pistas correndo pela equipe oficial da fabrica, pilotado por nomes como Emerson Fittipaldi e José Carlos Pace.
10- A Rolls Royce surgiu no inicio do século, mas ainda hoje conserva sua aura de elegância e exclusividade. O exemplar mais famoso em terras brasileiras é utilizado pelo Presidente da Republica em todas as principais solenidades, e foi um presente da Rainha Elizabeth II da Inglaterra, quando de sua visita ao Brasil.
11- Luis Segre, de Turim, conhecido como Ghia, criou uma carroceria esportiva para Volkswagen. O carro desenhado pelo "carrozziere" não podia ser moldado por prensas e, portanto, não poderia ser fabricado em serie. Foi aí que a Karmann, uma antiga fabrica de carruagens, entrou em cena e nasceu o Kamann-Ghia. Feito `a mão, resistente como um VW e irresistível como um carro esportivo.
12- O Simca foi o primeiro modelo de luxo brasileiro e ha muito desapareceu das ruas. De origem francesa, começou a ser feito aqui em 1959, tempo em que a industria nacional se resumia a modelos simples como o VW 1200, a Rural e a Vemaguet. Além do estilo sofisticado, tinha como atrativos uma suspensão dianteira muito suave e o espaço interno bem amplo.
13- Em 1962 foi apresentado o Fissore, que seria, talvez, o mais interessante DKW no Brasil. De estilo elegante e moderno, seu desenho foi criado na Itália pela Carroceria Fissore. O modelo nascia com a mesma mecânica de seus irmãos Belcar e Vemaguet, mas um pouco mais potente, com 50 CV. Ele só entraria no mercado em 1964, mas teve poucos compradores, por ser considerado caro.
14- O Romi-Isetta 1957, foi o primeiro veiculo fabricado no Brasil, com produção iniciada em 05/09/1956 em Santa Bárbara D'Oeste-SP. Tinha motor traseiro transversal, marca ISO, 2 cilindros, refrigerado a ar, 236 CC, 9.5 HP, 2 tempos, cambio manual com 4 velocidades a frente e 1 re. Pesava 350 Kg, usava gasolina como combustível num tanque de 10 Litros. Desempenhava uma velocidade máxima de 65 Km/h e consumia 1L a cada 25 Km.
15- Simples por dentro e por fora, os DKW-Vemag tinham recursos interessantes, como roda-livre e embreagem automática. Suas características de torque, velocidade e estabilidade tornavam-no um dos carros mais competitivos dos autódromos na década de 60. Era também o preferido dos taxistas, pela sua robustez e manutenção barata.
16- Nada se compara a emoção de pilotar um conversível num dia bonito. A luz do sol, o azul do céu por todos os lados e o vento soprando no rosto compõem uma imagem de charme que poderia ser comparada a cavalgar velozmente um puro sangue bravio.
17- O primeiro Fusca nacional foi vendido em 3 de janeiro de 1959. Consta-se que uma professora, uma das primeiras compradoras brasileiras, teria se assustado com a "perda" do motor, ao abrir o capô dianteiro... Ao que um gaiato teria respondido que ela não se preocupasse, "porque o Sedan trazia um motor sobressalente atrás..."
18- O primeiro Aero-Willys fabricado no Brasil, em 1960, lembrava o modelo americano de 1955 e deveria ter sido batizado de "Brasília". O Aero foi um sucesso de vendas devido ao seu bom desempenho nas ruas e estradas brasileiras, suportando as mais variadas condições e, ainda assim, oferecendo muito conforto aos seus ocupantes.
Fonte: Site www.florianonet.com.br
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